
A IA do Elon Musk alcançou o Claude e o ChatGPT, e quase ninguém falou sobre isso. No dia 12 de agosto a empresa dele lançou o Grok 4.6, e num índice independente que junta vários testes de inteligência ele tirou 60,9 pontos. O GPT-5.6, da OpenAI, tirou 60,9 também. A diferença entre os dois foi de um centésimo de ponto. O Claude, da Anthropic, ainda está um pouco na frente, com 62. Mas em alguns testes o Grok já passa os dois: num benchmark que mede resolver problema real de programação ele acertou 95,6%. E o preço é o que muda o jogo pra quem tem empresa. O Grok cobra 6 dólares por milhão de tokens de resposta. O GPT-5.6 cobra 30. O Claude cobra 50. Dá mais de oito vezes mais barato entregando quase a mesma coisa. Eu já falava isso nos meus podcasts, e o motivo nunca foi o modelo, foi a infraestrutura. O Musk é dono do Colossus, em Memphis: cerca de 770 mil placas de vídeo espalhadas por três prédios, quase um gigawatt de energia, o maior cluster de treinamento de IA em operação no mundo. Quem é dono da fábrica não precisa ganhar hoje, precisa só continuar iterando. E já tem um Grok 4.7 maior sendo reportado como iminente. O que não te contam nas manchetes é o outro lado: o Grok ficou mais lento (o tempo até a primeira resposta pulou de 8,7 para 31,2 segundos), tem a menor janela de contexto entre os modelos de ponta, e o próprio Musk avisou que ele funciona bem pior fora do ambiente de desenvolvimento dele. Eu ainda não testei, mas vou testar e trago aqui. Manda esse vídeo pra um amigo seu que usa ChatGPT ou Claude todo dia. E me diz nos comentários: você acha que daqui a um ano a gente vai estar olhando pro Grok como a melhor IA disponível?
0.0% ERengagement of this clip — above the author's average (0.00%)
top 100%outperforms 0% of the author's clips
8%of the author's average views