
A inteligência artificial acabou de criar o primeiro vírus real dela. E isso não é teoria: saiu na revista Science na semana passada. Um grupo de Stanford com o Arc Institute usou uma IA chamada Evo, que não foi treinada em texto e sim em DNA, nove trilhões de letras de código genético. Pediram pra ela escrever um genoma inteiro do começo ao fim. Ela devolveu setecentas mil possibilidades, os cientistas imprimiram duzentas e oitenta e cinco como DNA de verdade, e dezesseis ganharam vida dentro de uma bactéria. A parte boa é que esses vírus são bacteriófagos: eles atacam bactéria e não pegam em gente. E isso importa muito, porque só no Brasil bactéria resistente a antibiótico mata trinta e quatro mil pessoas por ano. Contra três cepas resistentes, o vírus natural não venceu nenhuma. O coquetel desenhado pela IA venceu as três. A parte que dá arrepio é a barreira que existe depois. Entre um genoma escrito pela IA e um tubo de DNA na mão de alguém tem só a triagem das empresas que imprimem DNA, e essa triagem não é obrigada por lei, é voluntária. Os pesquisadores de Stanford tiraram do treino todo vírus que infecta humano por conta própria, sem nenhuma regra mandar. Mas o editorial da própria Science resume o problema numa frase: a capacidade de compor genomas virais com IA já existe, a governança pra conduzir isso com segurança, não. O que você acha disso? Comenta aqui embaixo que eu quero saber. @odanilogato #inteligenciaartificial #ia #ciencia #biotecnologia #tecnologia #danilogato
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