
Cole Palmer em 2022: “Eu não gosto de admitir isso para ele, mas o meu pai me ensinou tudo sobre futebol quando eu estava crescendo. Ele era o Pep antes de eu conhecer o Pep. Sabe, a outra memória bem antiga que eu tenho é de quando eu tinha uns quatro ou cinco anos e meu pai costumava me levar para o parque do outro lado da rua, em frente à nossa casa em Wythenshawe. Eu me lembro de caminhar com ele pelos portões, passar pela quadra cercada e pelas pistas de skate até um pedacinho de grama. Ele jogava a bola para o alto e eu simplesmente a dominava, de novo e de novo. Dominar e depois proteger. Ele costumava dizer: ‘Não adianta nada tentar chutar se você não consegue nem segurar a bola em primeiro lugar.’ Nós fazíamos isso todo santo dia, não importava o clima — e a família do meu pai é de São Cristóvão e Nevis, no Caribe. Ele odeia sair no frio. Mas ele fazia isso por mim de qualquer jeito. É por isso que eu tenho a bandeira de São Cristóvão nas minhas chuteiras, como uma pequena homenagem a ele e à família dele. Conforme fui crescendo, eu era sempre um dos menores da minha idade — posso te mostrar fotos em que todo mundo no time parece gigante e eu sou baixinho pra caramba. Isso sempre me frustrava. Eu ficava tipo: ‘Eu quero ser grande e forte’, mas meu pai dizia: ‘Não, não quer não. Você precisa ser pequeno para aprender a usar a sua habilidade.’ Hoje em dia, sempre que estou driblando e usando meu corpo para proteger a bola, o conselho dele me vem à cabeça. Ele despertou essa obsessão em mim quando eu era pequeno, mas é engraçado, eu nunca pensei: 'eu quero ser um jogador de futebol’. Eu só era muito focado em jogar por diversão, em ser eu mesmo.” 📸 Getty Images, James Gill, Buda Mendes, Julian Finney
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