O não alcançar também nos fornece algo. E aí podemos observar que nem sempre “fracassamos” por impotência, mas por função. O que a gente perde se conquistamos o que queremos? O desejo pede a falta, mas não o abandono de si. Acolher a nossa incompletude (para psicanálise, estrutural) é diferente de fazer da falta um local de esquiva da responsabilidade. Assumir a posição de ser faltante, é compreender que desejo é movimento. O objeto de conquista não encerra a dança, apenas muda a música e isso é da ordem pulsante do viver -> continuar desejando, abrindo mão do mito da completude. #psicanalise #psicologia
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