
Os términos das relações como uma solicitação do intervalo de si. E provavelmente não visite a consciência desta maneira. Observo que essa face dos términos é pouco falada ou talvez, falamos sem nomear. Afinal, é desgostoso nomear a dificuldade de nos sustentar despidos frente ao olhar do outro, e também, frente ao nosso próprio olhar. Na contemporaneidade fofocamos da liquidez das relações e a obra Amor Líquido de Bauman, ganha destaque! Porém, acredito que quando olhamos de perto, essa face dos términos aparece com maior frequência. E aqui não se resume apenas ao amor romântico, mas as relações de afeto, as quais exigem um investimento no outro. Nesse momento de investirmos de forma incessante na imagem de nós, o que resta? Como é sustentar o real e não as fantasias que vestimos e também criamos para um outro? O amor e o vínculo tem dessas de desmontar certezas e isso é longe de ser algo fácil, como a metade da laranja que chega para preencher e completar o que antes não era de agrado. Ninguém vem pronto, a gente se inclui nessa. Não estamos prontos para o outro e o outro não está pronto para nós, não há receita ou o ponto exato para ser retirado do forno, mas existe a disponibilidade para construir. Construir não é um clique. Duvide e questione de passo a passo para relacionamentos, está todo mundo aprendendo a se relacionar. De novo e de novo. Não somos apenas a imagem que produzimos e cair nesse esquecimento é um tanto, fácil. Será que existe relação sem frustração? O filme e a realidade possuem uma distância, nos recordamos ou o que não se enquadra no ideal se torna descarte? A gente ta afim de sustentar o real (em nós e no outro)?
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