Plataformas precisam entender que não são apenas hospedeiras de conteúdo. Elas também são responsáveis pelo ambiente que ajudam a construir. Quando o absurdo gera audiência, a audiência gera dinheiro e o dinheiro recompensa quem ultrapassa qualquer limite, deixar tudo acontecer não é neutralidade. É incentivo. Debochar de um assassinato real, ainda mais quando se participou daquele crime, não pode ser tratado como apenas mais um conteúdo. Existem limites morais que precisam existir mesmo quando dão audiência. Banir, nesse caso, não é censurar. É dizer que nem tudo merece palco, alcance e monetização. Porque uma sociedade que transforma crueldade em entretenimento precisa de plataformas que tenham coragem de dizer: daqui você não passa.
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