
Faz poucos dias que uma empresa chamada fal pegou o H3, o modelo de vídeo da MiniMax, e deixou ele tão rápido que a máquina passou a criar vídeo mais depressa do que você consegue assistir. Cinco segundos de vídeo com som, prontos em menos de três. Parece detalhe técnico, mas é a fronteira que separa "gerar um clipe" de "transmitir para sempre". Porque se o próximo pedaço nasce antes do atual acabar, o vídeo nunca mais precisa terminar. Um engenheiro da fal plugou o modelo numa transmissão da Twitch e criou uma live infinita do Rick and Morty, gerada na hora, sem episódio e sem reprise. Outro desenvolvedor abriu o Infinite Slop, onde qualquer pessoa escreve um prompt, ele entra numa fila e vira cena. 37 mil pessoas assistiram no primeiro dia. O que quase ninguém comentou é a conta. O próprio criador da live publicou: a 480p são 5 centavos de dólar por segundo de vídeo, o que dá 4.320 dólares por dia, 129 mil por mês, 1,58 milhão por ano só de inferência. Para se sustentar com receita de Twitch, o canal precisaria estar entre os 0,0003% maiores da plataforma. E a transmissão ainda foi expulsa da Twitch por moderação e migrou para Kick e Rumble. Ou seja: a tecnologia chegou antes do modelo de negócio e antes das regras. Ainda tem limite: cada pedaço é curto e o modelo não guarda memória longa da cena. Mas preço de inferência é a coisa que mais cai nessa indústria, e o resto é engenharia. Você assistiria a um filme que se reescreve enquanto você assiste, ou isso já é distopia demais pro seu gosto? #inteligenciaartificial #ia #videoia #minimax #falai #blackmirror #twitch #tecnologia #ai #futuro
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