
Uma criança superdotada também pode adoecer dentro da escola ou em ambientes onde não é compreendida. O Ravi desenvolveu Mutismo Seletivo e Transtorno de Ansiedade Generalizada. Precisou ser afastado da escola regular e, até hoje, seguimos trabalhando para reconstruir a segurança que ele perdeu. É por isso que eu insisto tanto quando falo sobre inclusão. Não basta identificar a superdotação. Precisamos compreender as necessidades dessas crianças, respeitar suas diferenças e oferecer uma educação compatível com a forma como elas aprendem e se desenvolvem. Tive a oportunidade de falar sobre isso em entrevista à Rede Globo, durante o Rio Innovation Week. Falei sobre o Ravi, mas essa história tem outros nomes. Falo em nome de todas as nossas crianças que precisam de suporte e adaptação. São crianças superdotadas e com dupla excepcionalidade que chegam à escola para aprender, conviver, brincar, construir vínculos… e acabam saindo dela com ansiedade, sofrimento e, em alguns casos, completamente afastadas. Inclusão também é proteger a saúde mental das nossas crianças. Nenhuma criança deveria precisar adoecer para que finalmente compreendam o que ela precisa.
5.17% ERengagement of this clip — below the author's average (5.37%)
top 30%outperforms 70% of the author's clips
185%of the author's average views