
Eu perdi 35kg. Mas, olhando hoje, o mais importante não foi o número na balança. Foi me reconhecer de novo. Eu comecei pela estética, sim. Queria me olhar no espelho e gostar mais do que via. Mas no caminho eu entendi que saúde, energia, presença e paz comigo mesmo valem muito mais do que qualquer antes e depois. Tive acompanhamento médico, tive ajuda de medicamento, tive orientação. Mas nada disso teria sustentado a mudança se eu não tivesse mudado a minha forma de viver. Eu treinei com foco. Aprendi a comer melhor. Comecei a cuidar da minha saúde com mais responsabilidade. E, principalmente, precisei olhar para hábitos que eu mantinha não porque me faziam bem, mas porque preenchiam vazios. A compulsão alimentar sempre foi uma parte delicada pra mim. E eu ainda tô aprendendo. Mas hoje eu entendo que cuidar de mim não é castigo. É amor próprio. Não foi sobre virar outra pessoa. Foi sobre voltar pra mim. E talvez essa seja a maior mudança: hoje eu não tento mais me preencher com o que me afasta de mim. Hoje eu me preencho de mim mesmo. E se tem uma coisa que eu queria que você levasse daqui é: é possível. No seu tempo, do seu jeito, com ajuda, com verdade e com cuidado. É possível mudar.
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