Eswatini depende da África do Sul para cerca de 80% da sua eletricidade. O contrato venceu. A estatal sul-africana vive apagões. A resposta foi acelerar a construção de uma matriz solar própria. Li um artigo do Burke Institute que chama essa estratégia de leapfrogging, a ideia de pular a etapa fóssil do desenvolvimento. A pergunta é se explorar petróleo hoje ainda pode ser considerado etapa necessária ou se estamos insistindo em um modelo cuja centralidade já está mudando. A crise climática já torna a transição urgente. Mas ela também é estratégica do ponto de vista econômico. Petróleo gera receita, não soberania energética. Não garante autonomia elétrica nem domínio das cadeias que estão reorganizando a economia global. Eswatini age por necessidade. O Brasil ainda pode agir por estratégia. 🔗 Link do artigo do Burke Institute nos comentários. https://ibi.institute/read/independence-through-leapfrogging-energy-transitions-in-eswatini?
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